mar
30
2016

Sobre a tendência de esperar o pior das pessoas

Esse é um tema que sempre me pegou. Por que algumas pessoas teimam em só ver o lado ruim das pessoas e esperar o pior delas? Eu não sei, mas infelizmente faço parte desse clube. Se você é mais quieta e na sua como eu, já se deparou milhares de vezes na vida com pessoas perguntando se você é tímida, ou perguntando por que você fala pouco ao conhecer novas pessoas.

Bom, comigo foi sempre assim. Eu converso muito com quem já conheço ou sou amiga, mas pessoas novas sempre foram um desafio pra mim. Por um tempo aceitei essa ideia de timidez, mas no fundo eu sentia que não era isso. Eu não tinha vergonha de falar com a pessoa, simplesmente não tinha vontade. Tenho costume de analisar muito alguém antes de dizer qualquer palavra, mas nunca soube muito bem o porquê.

Refletindo sobre esse fantasma da falta de vontade de me relacionar, digamos assim, é que cheguei num ponto crucial: eu espero o pior das pessoas. Percebi que só vejo maldade dentro de cada um, mas por quê? Sim, nós temos dois lados, afinal somos humanos, mas aprendi também que a maioria das pessoas não é ruim. Eu não sou a madre Teresa, mas sou uma pessoa boa com falhas, assim como a maioria, certo? Eu não gostava nem um pouco das que são hoje algumas das minhas melhores amigas. Eu nunca tomei iniciativa de fazer amizade com alguém, era sempre o contrário. Aí acabava percebendo que a pessoa era legal depois de um tempo.

Vou confessar que quando era criança/pré-adolescente tomei uma decisão importante. Decidi que aquele ano seria diferente, decidi que todo mundo teria algo legal ou interessante. Comecei a enxergar todos como sendo super legais. E vou dizer uma coisa: me surpreendi. E vou dizer outra coisa: aquele foi um dos melhores anos da minha vida, quando me senti mais em paz, feliz e relaxada. Não me lembro nada de ruim (forte) que tenha acontecido naquele ano. E não fiz isso só com pessoas, fiz com filmes e músicas também e adivinha? Descobri e aprendi muita coisa legal.

Mas, por que isso durou só um  ano na minha vida? Não sei. Minha natureza falou mais alto a um certo ponto e me fechei, voltando a pensar e agir como antes. Essa coisa de enxergar o lado ruim das pessoas tem lá suas vantagens também. Percebo muita coisa antes dos outros e já me protegi de várias decepções. Ao mesmo tempo dei chances a pessoas que sabia que não me fariam bem e foi batata! Decepção certa. Isso me abalou mas não me acabou. No final das contas, acho mais válido ter um equilíbrio aí. Não consigo ser total aberta, como fiz por um ano, mas é possível chegar num território neutro com muito esforço e manter. Tipo dieta: não dá pra tirar tudo senão logo você tem uma recaída e ataca os doces, mas dá pra diminuir a quantidade de carboidratos, sabe?

Se você se sente assim ou já se sentiu assim me conta aqui nos comentários, vou adorar saber a sua história!

E só pra acrescentar aqui, sou número 7 na numerologia, o que faz total sentido com essa característica na personalidade. Juro, eu não acreditava, mas depois de pesquisar melhor fiquei espantada! Então essa característica não é só uma questão de proteção, mas da própria personalidade mesmo. 

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Tatiana, moro no interior de São Paulo, sou formada em moda e amo todo o universo feminino...
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Clara Milla

Maria Madu

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